Moura: seis mansos de "Cunhal Patrício"!
Corrida bem montada a das Festas de Moura. Contudo a expectativa gorou-se pelo desluzido jogo do curro de "Cunhal Patrício". Sem matéria prima dificilmente á obra, assim o empresário António Manuel Cardoso viu de certa forma o seu empenho defraudado e claro, acima de tudo o publico, cavaleiros, e forcados. Da "queima", salvou-se o novilho de Joaquim Brito Paes, da ganadaria familiar, proporcionando uma boa lide ao jovem cavaleiro, que o soube aproveitar da melhor forma, tendo o publico, que preencheu três quartas partes das bancadas, premiado o mais jovem toureiro dos Brito Paes com forte ovação. No tocante aos cavaleiros de alternativa pouco á para contar. Os de "Cunhal Patrício", conforme já dissemos, conseguiram "preencher as seis casas": 6 mansos que maçaram! Rui Fernandes no seu primeiro, "apalpado" dos quartos traseiros, nada pôde fazer. Poupou um toiro á empresa, mas condicionou o seu labor. No quinto, esforçou-se para tirar a lide possível onde pouco havia para poder brilhar. Marcos Bastinhas a quem coube o segundo da ordem esteve francamente bem nos compridos, deixando-se ver e dando a primazia de investida ao toiro. Apontou depois dois bons curtos, com o toiro "pregado nos médios" e a sair aos cites do cavaleiro, adiantando-se, violento e com perigo, o cavaleiro superou-o com valor. No que lhe tocou em sexto lugar, Marcos Bastinhas voltou a entregar-se, superando dificuldades que o toiro colocou ao longo de toda a lide. O terceiro do espectáculo foi um manso encastado, fugindo sempre para tábuas. Saía com pata, mas fugindo quando o cavaleiro lhe pisava os terrenos e cravava a ferragem. No sétimo e ultimo da noite, "que foi o menos mau", João Ribeiro Telles, optou pelas batidas, que nem sempre resultaram faltando toiro. Porém levou a emoção ás bancadas. Quanto ás jaquetas de ramagens, os Amadores de Évora através de Afonso Mata pegou à primeira tentativa o primeiro da noite. O novilho de Brito Paes foi pegado por Francisco Abreu, Por sua vez Ricardo Sousa pegou o quinto à segunda tentativa. Pelos Amadores de São Manços, Nuno Leão consumou a sua pega à terceira; Pedro Fonseca pegou o sexto à segunda, a dobrar o colega que ficou bastante lesionado. Pelo Real de Moura, Carlos Mestre fechou-se á primeira com garra e decisão. Cláudio Pereira, pegou o ultimo da noite também á primeira. Dirigiu com acerto, como habitualmente Agostinho Borges.
Foto e texto de Pedro Bastos
Foto e texto de Pedro Bastos