E AGORA SERPA.


Falar da corrida de Serpa, é um bocado difícil, várias temperaturas decorreram naquela tarde.
Nublado no que respeita a público, pouco mais de meia casa, estava habituado a ver sol nas bancadas em Serpa.
Mornas as temperaturas que se fizeram sentir em algumas lides, não houve verdadeiramente uma má lide, mas também não houve uma que fizesse vibrar o público.
Destaco João Maria Branco, que apesar de entrar nervoso, depressa se refez e acabou por ter uma boa prestação.
Surpresa das boas foi Joaquim Brito Paes, na última lide da tarde, onde já pouco se esperava, saiu um novilho com cara de toiro e que fez o sol raiar naquela Serpa acinzentada.
Desejo que seja a primeira (que eu vi) de muitas, com este nível.
No toureio apeado pouca história para contar, Gálan, não comprometeu, e Daniel Luque, mostrou porque é uma figura, no pais vizinho. O sevilhano premiou quem o quis ver, com bons momentos de capote e muleta.
Forcados a cumprir, 6 pegas todas à primeira tentativa, destaque para a última que foi um misto dos dois grupos e resultou na perfeição.
Agostinho Borges, foi o director de corrida e também ele cumpriu e bem a sua função.
                                                                                          Francisco Santos.