" Amor de Mãe de Forcado"
por Bruno Janeco
Mãe porque choras?
Não chores oh mãe!
Não chores,
Que o teu menino há-de voltar,
Há-de orgulho em ti depositar
Hoje o homem que sou,
A ti te devo oh mãe...
Tu que no ventre me carregaste,
Tu que me criaste,
E me ajudaste a escolher,
Os caminhos para vencer,
Os obstáculos a ultrapassar na vida
Vida, que ás vezes prega-nos uma partida
Quis o destino que já estava traçado
Quis oh mãe, que eu fosse forcado
E contra a tua vontade, tens-me apoiado...
Antes das corridas, és tu mãe,
Que tratas da minha jaqueta floreada
Da tira, da camisa engomada
De tudo o resto com carinho
E sei que não estou sozinho...
Mãe de forcado está sempre presente
Na bancada rezando pelo filho valente,
Ou no momento de saltar para a arena
Depois de o cavaleiro ter feito a faena...
E começo a citar:
Eh toiro! Ai está o toiro!
A cabeça do toiro começa a erguer,
Coração de mãe começa a sofrer,
Afinca-se o sentimento, ao desatar a correr,
Mãe! Fecha os olhos para não ver,
Reza para que nada de mal possa acontecer...
E o toiro está pegado...
Mãe já está! Isto é passado
Agora é presente...
Nada de mal, felizmente,
Coração de mãe explode de alegria
Aplausos doados pelo acto de valentia...
Dada a volta á praça...
Do público recebo a graça,
E de ti mãe...
Recebo o melhor amor dado,
E que amor é este?
É o Amor de Mãe de Forcado!
